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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mário Merz

Mário Merz, nascido em Milão no ano de 1925, é um dos artistas italianos mais conhecidos da segunda metade do século XX. Estudou Medicina, mas abandonou os estudos para se juntar a um grupo fascista. Como consequência foi preso, e é nesta altura que começa a desenhar começando assim um processo de auto-formação. Influenciado pela Arte Informal realiza a sua primeira exposição em 1953.
Em 1968 junta-se aos artistas que formaram o movimento de Arte Povera, tornando-se um activo participante. Foi neste momento que deixou as formas tradicionais de pintura e começou a produzir composições tridimensionais.Interrogando-se sobre a estrutura do igloo, enquanto construção primária e arquetípica, o seu trabalho é resultante da contínua experimentação de materiais provenientes da natureza ou de objectos comuns, muitas vezes iluminados por barras ou frases em néon. Através do seu trabalho Merz explora a representação da força transformadora da natureza em contraste com as tendências uniformizadoras da cultura tecnológica.
Albero Grande Solitário é um exemplo do seu trabalho. Ao fundo vemos uma construção concebida a partir de uma estrutura com a forma igual à de um igloo, revestida de galhos, lembrando um refúgio de um animal. Nalgumas partes aparecem pedaços de madeira completando este revestimento um pouco rude, criando um contraste entre o material natural e o industrializado, provocando um certo desconforto visual no sentido de despertar o observador para esta questão. Num plano mais próximo observamos um vidro recortado de forma irregular, colocado em cima de uma estrutura metálica que o suporta e encaminha para o interior do igloo, proporcionando a sensação visual de que ali existe um caminho que nos leva ao interior da sua construção. Desta forma o artista explora a possibilidade de poder dar aos objectos e materiais banais um significado estético e espiritual. Nesta construção podemos ainda observar a forma metafórica que o artista utiliza para se debruçar sobre a questão do interior e do exterior.


Durante as observações feitas na aula, falou-se sobre o aspecto e formato da construção, que sugeria um abrigo, feito por um pássaro ou animal. Foi ainda referido que o vidro produzia um sentido de caminho que se fazia conduzir para o interior da construção, provocando no observador curiosidade acerca do seu interior que permanece por desvendar. Desta forma Merz consegue criar uma interessante dicotomia entre a noção de interior e do exterior, abordando estes conceitos de uma forma intrigante.

Conceição Lourenço

Imagens da net
Pesquisa realizada na net

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