Ocorreu um erro neste dispositivo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gerhard Richter

“Só me interessa o que não entendo”, afirma Gerhard Richter sobre si mesmo a um jornal alemão. Pintor sem estilo definido e considerado o artista vivo mais caro do mundo, Gerhard Richter nasceu em Dresden no ano de 1932 no seio de uma família de classe média. Tal como outros alemães, muitos dos seus parentes estavam envolvidos com o movimento Nazista. Uma ideologia rigorosa e a morte perseguiram Richter durante a sua infância. Cresceu debaixo do Nacionalismo-Socialismo e viveu depois mais 16 anos debaixo do Comunismo da Alemanha de Leste. Apoiado pela sua mãe que o encorajou a ser um artista, ingressou na Academia de Arte de Dresden em 1951.

Apenas com uma mala, Gerhard e sua mulher fogem para Dusseldorf, na Alemanha Ocidental em 1961. Trabalhou como técnico de fotografia num laboratório. Prosseguiu os seus estudos na Academia de Arte de Dusseldorf, entre 1961 e 1964, onde mais tarde leccionou, de 1971 a 1993. Descobriu o expressionismo abstracto e uma série de tendências avant-gard, formou laços de amizade com artistas como Sigmar Polke, Fischer-Lueg ou Georg Baselitz. Identificando-se como artistas pop, foram iniciadores por um breve período de uma variante satírica do pop a que chamaram “realismo capitalista”.
Em 1962, Gerhard iniciou pinturas que se fundiam com a iconografia jornalística e retratos de família com um realismo austero baseado na fotografia. A sua primeira exposição individual foi realizada numa loja de móveis em Dusseldorf, em 1963, onde o artista apresentou pela primeira vez o estilo fotografia-pintura. Utilizou fotografias de paisagens, retratos e naturezas-mortas como base para o seu trabalho. Esborratou as imagens ou objectos apresentados, afastando-se da pintura figurativa tradicional, no sentido de diferenciar a pintura da fotografia.Em 1962, Gerhard iniciou pinturas que se fundiam com a iconografia jornalística e retratos de família com um realismo austero baseado na fotografia. A sua primeira exposição individual foi realizada numa loja de móveis em Dusseldorf, em 1963, onde o artista apresentou pela primeira vez o estilo fotografia-pintura. Utilizou fotografias de paisagens, retratos e naturezas-mortas como base para o seu trabalho. Esborratou as imagens ou objectos apresentados, afastando-se da pintura figurativa tradicional, no sentido de diferenciar a pintura da fotografia.


È dentro deste novo contexto e forma de pintar, que se distanciava da habitual, que encontramos “Helen”, um retrato de uma mulher jovem e sorridente, pintado em óleo e grafite sobre papel, réplica de uma qualquer imagem corriqueira, de uma qualquer foto a preto e branco. E desta obra não há muito mais o que explorar para além disto, a pintura de uma mulher jovem e sorridente, bem cuidada e feliz consigo mesma, que não é alguém em especial, um estereotipo de mulher bela ou interessante, mas, apenas uma rapariga normal, que nos transmite a realidade por si vivida naquele preciso momento ali captado, sem disfarces ou ilusões. É uma obra muito real e é isso mesmo que nos consegue transmitir, um reflexo da realidade, manifestação do único intento que move o seu criador: a pesquisa e experimentação da realidade.



Na aula, foi referido que a obra era sobre uma mulher sorridente e satisfeita com a sua vida e consigo própria. Estava radiante, tinha óculos, um aspecto cuidado, bem vestida, talvez com um vestido que remetia para o final dos anos sessenta, não tinha uma atitude provocatória, porque apesar de mostrar o corpo estava de acordo com as normas sociais do seu tempo. Foi ainda referido que esta obra se relacionava com a atitude que as pessoas têm sobre si próprias, uma vez que esta mulher mostra estar feliz consigo própria, com o seu estatuto e vida do ponto de vista femininos da altura. Tudo o que foi falado estava dentro do contexto da obra, pois foi apenas o resultado do reflexo da realidade da personagem ali representada, e é isso mesmo que o artista pretende, a exploração da realidade, utilizando as suas obras como veículo para causar este efeito sobre o observador, que não pode tirar outras conclusões senão aquelas que já estão implícitas na própria obra.

Conceição Lourenço

Imagens da net
Pesquisa realizada na net

Sem comentários:

Enviar um comentário