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terça-feira, 7 de junho de 2011

Momentos Críticos


Esta semana que passou foi muito turbulenta para to
dos nós, mas principalmente para o David. E tudo porque experimentamos ir a consultas de neurologia aqui mesmo no hospital. O EEG do David não estava muito famoso e o médico decidiu iniciar nova medicação numa nova tentativa de controlar as crises de epilepsia do David. Infelizmente esta nova introdução não correu muito bem. O David começou a ter mais espasmos, mais intensos em duração e rigidez muscular e no final a perna boa ficava a contorcer-se já depois do David voltar a si.Já nas últimas ausências com essa medicação o David começou a mudar de cor dando a indicação de pequenas paragens respiratórias momentâneas durante a crise. Quando lhe pegava ao colo, dava para sentir nitidamente o ritmo cardíaco alterado. Além disto, o David estava cada vez mais agressivo tendo sido necessária a ajuda de duas enfermeiras para me ajudarem a controlá-lo enquanto estavamos num exame no Instituto Game Pinto.Perante este quadro telefonei para a saúde 24, que me disseram para recorrer á urgência do hospital. Já no hospital,ninguém pode alterar a medicação sem a autorização do neurologista,como seria de esperar, no entanto também ninguém tinha o contacto dele. Telefonei no dia seguinte para o hospital onde trabalha, mas só estava no final da semana ao serviço. Expliquei a situação e que era urgente falar com o médico, mas ninguém quis tentar falar com o médico ou dar indicação de como poderia falar com o mesmo. Com este quadro desesperante, acabei por recorrer ao neurologista particular que prontamente me devolveu a chamada, mesmo sabendo que estava a ir ao hospital. Graças a Deus a situação ficou resolvida,a medicação foi suspensa e o David já voltou ao seu normal juntamente com a epilepsia. E agora a mamã só vai levar o David ao neurolista particular porque infelizmente coisas deste tipo se tornaram a passar, e parece que às vezes as pessoas acham que´a conversa é fita de mãe e não dão crédito, mas não era esse o caso. Não tenho nada a dizer do médico neurologista do hospital,nem dos médicos da urgência, só tenho a lamentar que ninguém que tinha os contactos do médico se tenha dignado a contactá-lo numa situação como esta, em que apenas um telefonema bastava para suspender a medicação...

Aqui em baixo fica um dos trabalhos que fiz para uma disciplina do curso, e que por ter a cabeça tão maluca com esta história toda, acho que ficou perdido numa das casas de banho da escola...acontece...talvez mais a mim que aos outros...

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